
Nada melhor que presentear alguém, e nem precisa que seja sempre com, Iates, Bangalôs, Reinados ou Castelos... Falo das "margens da alegria" de Guimarães Rosa, que estão em detalhes pequeninos, que chamaria de "Pedaços de felicidade".Pensando nisso, deixo um carinho para quem passar por aqui. Coisinhas que estão guardadas em mim, como o filme a “Ostra e o Vento”, que tive a grande alegria de conhecer este ano.O filme merece todos os "bravos", principalmente pela bela composição poética que a fotografia e a trilha sonora dão a narrativa, em especial à interpretação de Leandra Leal. Vale a pena conferir.
A Ostra e o Vento é filme brasileiro de 1997 dirigido por Walter Lima Jr. com roteiro adaptado por ele mesmo e Flávio Tambellini, baseado no livro de Moacir C. Lopes.
A direção de fotografia é de Pedro Farkas, a trilha sonora é de Wagner Tiso, e a canção-tema é de Chico Buarque e está no CD As cidades
A direção de fotografia é de Pedro Farkas, a trilha sonora é de Wagner Tiso, e a canção-tema é de Chico Buarque e está no CD As cidades
Sinopse
Uma garota, Marcela, vive com o seu pai em uma ilha distante do litoral. Ele é o responsável pela manutenção do farol da ilha e a sufoca com um amor possessivo e autoritário. Em função da grande solidão imposta aos dois pelo lugar, ela se revolta contra o pai e desenvolve uma paixão pelo vento que açoita a ilha e que acaba se tornando um dos personagens da história.
Elenco
Lima Duarte .... José
Leandra Leal .... Marcela
Fernando Torres .... Daniel
Castrinho .... Pepe
Floriano Peixoto .... Roberto
Márcio Vito .... Carrera
Débora Bloch .... mãe de Marcela
Principais prêmios e indicações
Festival de Cinema Brasileiro de Miami 1998 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Atriz (Leandra Leal).
Festival do Recife 1998 (Brasil)
Recebeu o Prêmio do Público.
Fernando Torres recebeu o Prêmio Especial do Júri.
Venceu nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Direção, Melhor Montagem e Melhor Filme.
Troféu APCA 1998 (Associação Paulista de Críticos de Arte, Brasil)
Venceu nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Filme e Melhor Atriz Revelação (Leandra Leal).
Festival de Veneza 1997 (Itália)
Recebeu o prêmio CinemAvvenire.
Indicado ao Leão de Ouro.
Festival International de Films de Fribourg 1998 (Suíça)
Recebeu o Troféu Don Quixote.
Curiosidades
É o filme de estréia da atriz Leandra Leal, cujo desempenho, apesar dos treze anos que tinha na época, foi muito elogiado pela crítica.
As locações externas foram realizadas basicamente em dois locais: grande parte na Ilha do Mel, local de exuberante beleza situado no litoral do estado do Paraná; e na praia de Jericoacoara, uma das praias mais bonitas do estado do Ceará. Na Ilha do Mel se destacam as cenas no Farol das Conchas, o farol branco que aparece na maior parte do filme (na verdade, no filme aparecem dois faróis distintos, o branco e um listrado, que só é mostrado ao final, ao longe); e as cenas da gruta de pedra, que é a Gruta das Encantadas. Em Jericoacoara destacam-se as cenas da Pedra Furada, uma formação rochosa na praia, próxima ao mar, que aparece em alguns momentos do filme.
Este foi o primeiro filme brasileiro a ter sua trilha sonora totalmente masterizada em formato dolby digital.
Uma garota, Marcela, vive com o seu pai em uma ilha distante do litoral. Ele é o responsável pela manutenção do farol da ilha e a sufoca com um amor possessivo e autoritário. Em função da grande solidão imposta aos dois pelo lugar, ela se revolta contra o pai e desenvolve uma paixão pelo vento que açoita a ilha e que acaba se tornando um dos personagens da história.
Elenco
Lima Duarte .... José
Leandra Leal .... Marcela
Fernando Torres .... Daniel
Castrinho .... Pepe
Floriano Peixoto .... Roberto
Márcio Vito .... Carrera
Débora Bloch .... mãe de Marcela
Principais prêmios e indicações
Festival de Cinema Brasileiro de Miami 1998 (EUA)
Venceu na categoria de Melhor Atriz (Leandra Leal).
Festival do Recife 1998 (Brasil)
Recebeu o Prêmio do Público.
Fernando Torres recebeu o Prêmio Especial do Júri.
Venceu nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Direção, Melhor Montagem e Melhor Filme.
Troféu APCA 1998 (Associação Paulista de Críticos de Arte, Brasil)
Venceu nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Filme e Melhor Atriz Revelação (Leandra Leal).
Festival de Veneza 1997 (Itália)
Recebeu o prêmio CinemAvvenire.
Indicado ao Leão de Ouro.
Festival International de Films de Fribourg 1998 (Suíça)
Recebeu o Troféu Don Quixote.
Curiosidades
É o filme de estréia da atriz Leandra Leal, cujo desempenho, apesar dos treze anos que tinha na época, foi muito elogiado pela crítica.
As locações externas foram realizadas basicamente em dois locais: grande parte na Ilha do Mel, local de exuberante beleza situado no litoral do estado do Paraná; e na praia de Jericoacoara, uma das praias mais bonitas do estado do Ceará. Na Ilha do Mel se destacam as cenas no Farol das Conchas, o farol branco que aparece na maior parte do filme (na verdade, no filme aparecem dois faróis distintos, o branco e um listrado, que só é mostrado ao final, ao longe); e as cenas da gruta de pedra, que é a Gruta das Encantadas. Em Jericoacoara destacam-se as cenas da Pedra Furada, uma formação rochosa na praia, próxima ao mar, que aparece em alguns momentos do filme.
Este foi o primeiro filme brasileiro a ter sua trilha sonora totalmente masterizada em formato dolby digital.
Fonte:Wikipédia
Quando me sentei para escrever este texto, o texto não era este, e nem era esta minha intenção. Era sobre Clarice Lispector que falaria, mas de repente “não mais que de repente” me vejo rascunhando sobre Pessoa, de modo que não pude deixá-lo, já que "ele mesmo" chamava-me. Ando ultimamente enredada por sua obra por uma causa diferente da que costumo enredar-me. Em seis anos de profissão, pela primeira vez revisito Pessoa como objeto de estudo. O amor ao ofício que me escolheu, empurrou-me para esse abismo, impedindo-me de dizer – Não – a esta missão. Temo tocar em sua obra, porque para mim, ela reside em uma dimensão onde a linguagem não alcança. Uma espécie de "entre lugar", como os escaninhos da alma, da poesia, ou da escuridão do retorno de Orfeu. Entrar em seu universo é, com certeza, adentrar num labirinto sem o Fio de Ariadne, pois sua poesia é um enigma, cabe a nós decifrá-la e, às vezes, perdemo-nos e não encontramos respostas para as inúmeras perguntas, o que não poderia ser diferente, já que nem o próprio poeta obteve respostas para suas interrogações. Tentar compreender a obra de Fernando Pessoa é deparar-se com inúmeras indagações, porém saber as respostas – eis o mistério – deste que diz ser sua poesia um “drama em gente” que se escondeu por trás de máscaras, “persona,” na tentativa de encontrar-se numa busca que não lhe dá respostas, por mais que se multiplique, fragmente-se, jamais encontrará a totalidade que anseia “Quem sou que assim caminhei sem eu/ Quem são que assim me deram aos bocados / A reunião em que acordo e não sou meu?” Em todas as tentativas, afinal, com que se depara é o vazio que vai se mostrar em variadas metáforas. Fernando Pessoa navegou por muitos rios, “além do Tejo”, sua obra comporta, além de poemas e prosa, uma infinidade de textos: cartas e ensaios críticos sobre variados temas. Esses textos são marcados por uma carga intelectual que os ombros de Pessoa suportaram, e uma ironia inteligente, própria de sua personalidade criativa e narcisista. Dentre os vários temas discutidos pelo poeta, escolhi um que talvez belisque as mentes mais acomodadas, acostumadas a ter, como seus, conceitos ainda tão distantes de nós, como a “Verdade”. As mentes que se pensam inquietas, talvez se sintam acolhidas no “desassossego” pessoano. Se é que em Fernando Pessoa, pode haver alguma espécie de acolhimento. Sujeito inquieto, perdido na linguagem "o menino da sua mãe", assim o vejo. Com o Deus "humano e menino" de seu mestre, aprendi a olhar para as coisas, e como ele espantar-me com “a eterna novidade do mundo”, e assim, sigo enganosamente feliz, crendo naquilo que nem o próprio foi capaz de crer. Deleitem-se com o discurso belicoso sobre a “Verdade”, que este homem inquietante nos deixou. Poderia dizer de minhas sensações sobre a "Verdade", porém paradiando o próprio poeta, concluo:"Sentir?Sinta quem lê!" .Segue o texto de Pessoa.